Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Entrevista exclusiva com o ator Márcio Fecher o vilão Baal da série de terror Supermax da Rede Globo.


Queridos leitores, como sabem ano passado em Dezembro a dona Rede Globo encerrou um de seus melhores produtos dos últimos anos, sua primeira série sangrenta de terror a subestimada “Supermax”, passada em um presídio abandonado na floresta amazônica, transformado em cenário para um reality show, o programa mostrava um gurpo de “criminosos” convidados a concorrer a 2 milhões de Reais, e que depois de serem abandonados misteriosamente pela produção do programa a sua própria sorte os participantes descobrem que nãos estão realmente sozinhos, e vários eventos sobrenaturais e aterrorizantes começam a acontecer.

Após o fim da série, consegui entrar em contato com um dos atores principais dessa historia inovadora na TV brasileira, trata-se de Márcio Fecher que interpretou inicialmente o Pastor Nonato que acabou se transformando no demoníaco Baal.

CDD: Olá Márcio, primeiramente gostaria de lhe parabenizar pelo excelente trabalho que realizou em Supermax, seu personagem “Baal” estava sinistro, e você está de parabéns, ao contrário de alguns ali, você realmente convenceu com boa atuação, e agradeço por tirar um pouquinho do seu tempo para responder algumas perguntas para o nosso blog.

Márcio: Eu que agradeço a oportunidade de conversar um pouco contigo. Que com que gostou do meu trabalho, acredito que todos ali estavam brilhantes e com o peso igual de verdade e entrega, isso me orgulha muito ter um elenco com quem posso jogar como ator.

CDD: Minha primeira pergunta é sobre como o projeto chegou até você? Foi difícil conseguir o papel?

Márcio: Eu já vinha fazendo algumas pequenas participações em cinema, fiz “Reza a Lenda” com o Cauã Reymond e este trabalho me abriu várias portas.

Como tenho uma carreira consolidada no Teatro (quero dizer com isso que eu estou num momento da minha vida como ator que escolho o que quero fazer no teatro),os produtores de elenco começaram a olhar para mim. Depois do filme fiz vários testes na casa que não deram em nada. Daí em abril de 2015, fiz um teste para o BAAL em Recife mesmo. Depois disso, fui aprovado e fiz outro teste no Projac e daí sim fui aprovado e contratado para fazer a série.

CDD: Qual foi sua reação ao ler o roteiro?

Márcio: Quando cheguei no seriado só os 11 capítulos tinham sido escritos. Faltava o 12. Quando recebi tudo li tudo feito um louco, fiz um pesquisa sobre tudo o que eu podia sobre o personagem e como eu podia relacionar ele com quem eu era para conseguir chegar em algum ponto de veracidade. Percebi que eu estava dando vida ao primeiro Vilão de uma série de Terror na Televisão Brasileira.  Isso maracá a vida de um ator.

Perceba, eu dei vida para um personagem que vive duas fases completamente diferentes uma da outra. Antes do BAAL ter aquela força, ali dentro mora um ser humano que se chamava Nonato, fiel Pastor que matou sua mulher e seu filho. Depois disso ele se intitula BAAL, por se revoltar com seu Deus, e vive por sete anos na mata fechada, dentro de um presídio de segurança máxima tentando procriar seu exercito.

Este personagem é daquelas que marca a vida de um ator pra sempre!

CDD: Como você lida com esses “haters” que insistem em diminuir produções brasileiras como Supermax?

Márcio: Acredito que tem uma parcela do público que não gosta do gênero terror e ponto. Tem que ser Respeitado isso. Mas existe outra parcela da crítica que necessita ver na tela, aquela cena sensual, aquela trama de traição, dos conflitos familiares, dos conflitos da escolha de vida. Eu entendo esta necessidade, não julgo mal! Acho que estes conflitos geram histórias incríveis que merecem ser contadas e consumidas por geram também valores.

Por outro lado o que me incomoda e me entristece é uma grande parte da crítica destruir qualquer produção brasileira, porque o tema não é do interesse dos que geram o poder. Em “Supermax”, temos uma construção dramatúrgica completamente livre de qualquer clichê! E talvez isso que incomode! Porque tira o público do lugar comum. Faz o público pensar e não apenas engolir a mesma trama de sempre. Que eu também amo e consumo, o que não é nenhum problema e também nenhuma pequenez intelectual, é bom ressaltar!

Acredito que este combate do público que pensa no que consome e como consume e porque consome, vem justamente do medo de construir no Brasil um público mais crítico, que sabe melhor o que quer.

O que tem que se assumir é que estamos numa linha sem volta da globalização social.
O público sabe sim o que quer ver na TV. Por isso consome na internet aquilo que não tem na TV aberta. Eu entendo que na TV aberta tem que dar IBOPE para gerar anúncios e assim pagar e gerar lucro, eu sei que é assim que acontece, desde que a televisão foi criada. Porém o futuro, que já é agora, é da junção de tudo, tudo numa coisa só! Este lugar da Era digital já passou, estamos na era pós digital pois este mundo assustador da tecnologia não mais nos assusta, já estamos dentro dele e isso é irreversível, gostemos disso ou não.

Então se você me pergunta o que eu acho dessas pessoas que tentam destruir as produções brasileiras? Eu te respondo que estas pessoas já estão superadas pela história.

CDD: Você e outros atores da série nos enganaram direitinho, achávamos que iriam sobreviver já que estavam “loucos” por uma possível segunda temporada, honestamente você espera que haja uma segunda temporada? Por quê?

Márcio: Eu realmente não sei se haverá segunda temporada. Acho que todo trabalho tem seu ciclo e eu finalizei meu ciclo com “Supermax”. Se eu for contatado para fazer a série e eu aceitar, já que a televisão deixou de ser um mundo inatingível para mim, eu falarei disso publicamente nas minhas redes sociais, como eu sou e sempre serei, transparente. Até porque me interessa e muito ter um contato real com as pessoas que gostam do meu trabalho.

CDD: Em caso de uma segunda temporada, não acha que a série perderia sua essência com apenas um personagem vivo entre tantos que os fãs se apegaram? Qual sua opinião?

Márcio: Não! Acredito que a paixão vem e vai! Se o roteiro for bom e novos personagens aparecerem de forma que dê sentido real para a trama, os fãs vão se apaixonar e isso deve acontecer! É natural! O importante no final das contas é a trama, claro que os personagens que dão sentido para tudo, mas eles tem os ciclos dele, e a história como um todo tem a dela. Pense você como na sua vida, aquele amigo que já não tens mais contato, e sua vida seguiu. O que quero dizer com isso, sua vida continua sendo sua vida, mas seus ciclos e suas paixões mudaram e isso deve ter sido bom. Acredito que o passado é algo que tem que ser respeitado e louvado. E uma pergunta sempre necessária é, Precisamos ou necessitamos para dar sentido a nossa vida destes personagens? Se a resposta for sim, temos que louvar e refazer os laços e abrir novos ciclos. Se a resposta for não, agradecemos e descobrimos uma forma de finalizar com amor e respeito aquele elo. Com os personagens de “Supermax” não é diferente. Tudo depende de, caso tenha realmente uma segunda temporada, o que aconteceu e para onde iremos caminhar, que valores vamos defender e por que falar disso novamente. Por que assim iremos cativar as mesmas pessoas que gostaram e adquirir novos fãs e apaixonados pela nossa história.


CDD: E sobre a maquiagem e caracterização, o processo era muito trabalhoso? Você não se sentia incomodado com todo aquele “barro”?

Márcio: Claro que sim! Imagina passar 10 horas por dia de segunda a sábado fazendo caracterização de uma hora e meia e mais uma hora para tirar tudo e ficar completamente sem pelos durante dois meses. É cansativo, prazeroso, mas cansativo.

CDD: Você sabia o que iria acontecer com os outros personagens, ou foi surpresa pra você também?

Márcio: Depois que que li e gravei o capitulo 12 sim. Mas depois tinha uma especulação que o final poderia ser outro caso o final da história vazasse, mas isso não aconteceu!

CDD: Acho que seu personagem deveria voltar em uma possível segunda temporada pelo menos como Nonato, assim como Janete e Sabrina, é muita viagem minha, mas você não acha que pra um demônio Baal deveria ter mais poderes? Como por exemplo, ressuscitar pessoas?

Márcio: Acredito que BAAL não era um demônio. Ele era um ser humano. Um pastor. Um trabalhador. Ele não era um personagem fictício, é real!

Saca isso? Não existe esta história de superpoderes. Ele descobriu a cura porque caiu em uma caverna radioativa, é bom lembrar disso. Então se levar um tiro na cabeça morre. Se ficar cinco minutos debaixo da água morre afogado, e ponto.

CDD: Você acha que algum dia o público brasileiro que é acostumado a novelas com historias fáceis e mastigadas, será mais receptivo a seriados de terror, suspense e ficção cientifica produzidos no país?

Márcio: Acredito que o público brasileiro irá assistir mais séries brasileiras, volto a dizer que quem não gosta de terror não gosta e ponto. É tipo eu, odeio maionese, e ponto. Não existe um porque!

Sobre novelas, acho que o público brasileiro gosta deste genro romanesco de contar histórias, sempre existirá! Os roteiristas é que terão necessita de criar novas tramas e novos enredos que sejam atrativos e verdadeiros para o público. Para aproximar o telespectador para a televisão. Que tem seu lugar, assim como o teatro, o cinema, a dança e todas as formas de entretenimento.

Falando apenas de trabalhos audiovisual, acredito que a internet englobará todos os segmentos, e a TV aberta se reinventará mas nunca deixará de existir.


CDD: Qual a sensação de participar de um projeto tão sangrento, coisa inédita na TV brasileira? Como foi interpretar um demônio?

Márcio: Aquilo que te falei fiz o primeiro VILÃO de um série de TERRO Brasileira.
Sabe isso: (EM TOM ÉPICO)

- EU FIZ BAAL, NINGUÉM MAIS, EU FUI BAAL! (risos)

Brincadeiras aparte, para um ator que trabalha para sempre conseguir novos trabalhos, é sempre com fazer personagens que dão resultados positivos.

CDD: E pra finalizar, vamos poder ver você na telinha novamente ou esse foi um trabalho isolado?

Márcio: Em breve, tudo no seu tempo certo! Este ano de 2016 foi lindo, fiz minha estreia na TV com três trabalhos lindos na Globo, “Velho Chico”, “Justiça” e “Supermax”, acho que gostaram de mim! Então talvez eu faça mais coisa por aí!

CDD: Muito obrigado Márcio, aposto que os fãs da série vão adorar, muito sucesso pra você, espero te ver em mais projetos maravilhosos como “Justiça” e “Supermax”.

Márcio: Um grande abraço! Sempre que quiser entre em contato! Desculpe pela demora em escrever! Continue na batalha, sempre colocando valores sociais importantes para seu público, sempre com respeito aos outros, humildade na comunicação sempre! E nunca esqueça de fazer um autocrítica severa!

Assim irás longe meu querido!

Abs!


terça-feira, 30 de abril de 2013

[Exclusivo] Entrevista com Alexandre Callari autor dos livros "Apocalipse Zumbi"!

Capa de "Apocalipse Zumbi 2 - Inferno na Terra" enviada exclusivamente por 
Alexandre Callari para o Clube dos Desajustados.

Quem é realmente fã do universo zumbi sabe que a literatura zumbi é um dos mercados em alta no momento, diversos livros são lançados anualmente, porém infelizmente nem 10 % deles chegam a ser lançados no brasil (para a nossa tristeza), com toda essa febre e sucesso que os zumbis se tornaram o Brasil não podia ficar de fora, autores como Douglas Eraldo, Tiago Toy e Alexandre Callari já nos introduziram nesse contexto, recentemente tive a honra e o prazer de entrevistar Alexandre Callari, autor da saga “Apocalipse Zumbi”,  que já pode ser considerado o melhor livro brazuca do gênero atualmente, se você ainda não conhecia o trabalho de Callari, sugiro que repense se você realmente é um fã de Zombies!


CDD: Olá Alexandre, primeiramente gostaria de dizer que é uma honra entrevista-lo, eu como apaixonado por “Zombies” com certeza não poderia deixar de ser seu fã, e gostaria de lhe parabeniza pelo excelente trabalho feito no livro “Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos”, nós fãs brasileiros realmente precisamos de mais historias sobre zumbis ambientadas em nosso país.

Callari: Olá. Eu que agradeço a oportunidade de divulgar o meu trabalho. Muito obrigado!

CDD: Para começar gostaria de saber se está confirmado que será uma trilogia?

Callari: Sim. Eu visualizei a história desde antes de escrever o primeiro livro como uma trilogia. Contudo, inseri certas ramificações já no segundo volume que não estavam previstas no planejamento inicial, então, é possível que eu possa estender a série. De qualquer modo, a história principal fecha no terceiro, o que pode vir a seguir é uma expansão desse universo.

CDD: Já sabemos que logo, logo a segunda parte da saga estará nas livrarias, conte-nos um pouco sobre as novidades e surpresas nesta segunda entrega?

Callari: Apocalipse 2 começa um mês após o anterior. Já sabemos que Manes tem um plano audacioso para colocar em prática, contudo, é mais fácil falar do que fazer. Na verdade, o que ele propõe é uma loucura tão grande que não sabemos se ele está são ou se a morte de sua esposa o abalou ao ponto de perder sua baliza e tornar-se um suicida em potencial. Ao mesmo tempo, para suprir a falta do Dujas, surgem dois novos vilões que farão o antigo parecer uma freira. Aliás, as motivações por trás do surgimento de Dujas são todas explicadas. E também levo além a experiência temporal que proponho no primeiro – em que diversas linhas narrativas são apresentadas de forma que o leitor monte na sua cabeça a ordem dos acontecimentos. A violência e a sexualidade estão bem mais a flor da pele neste volume também – não é algo que recomendaria para crianças.

CDD: E sobre os fatores que levaram ao Apocalipse Zumbi, podemos esperar pistas em Apocalipse Zumbi 2?

Callari: Sorry! Não será desta vez.

CDD: Eu confesso adoro historias que se passam nos primeiros dias, com todo aquele caos, no primeiro livro você trouxe vários flash backs do “Dia Z”, nesse segundo livro o primeiro dia terá espaço?

Callari: Sim. Talvez não tanto espaço quanto no primeiro – já que não existe mais necessidade de contextualizar o leitor agora, mas veremos um pouco dos primeiros momentos. Eles são importantes para ajudar a definir quem eram alguns personagens antes de tudo acontecer – o que nos ajuda a compreender a trajetória deles. Mas há um flashback em especial de uma personagem nova que irá suprir, de certo modo, uma grande solicitação referente ao primeiro livro, que os fãs queriam ver atendida de qualquer maneira!

CDD: Além desse projeto, você tem outros em mente?

Callari: Sempre tenho muitos projetos acontecendo ao mesmo tempo. Além da coleção anual Quadrinhos no Cinema, uma obra de referência cujo terceiro volume está saindo daqui a um mês, estou preparando uma HQ baseada no universo de Apocalipse Zumbi e também outra obra de referência cujo tema não posso dizer ainda, mas que será bem bacana e, espero, dará início a uma coleção de sucesso.

CDD: O que você pensa da ascensão dos zumbis na cultura pop?

Callari: Eu acho muito legal; é algo que vem sendo ensaiado desde que Romero deu o pontapé inicial e que já teve algumas pequenas febres breves ao longo das décadas (Thriller do Michael Jackson, A Volta dos Mortos Vivos, Resident Evil, etc.), mas que só agora encontrou sua verdadeira expressividade. Continua sendo um nicho, contudo agora é um nicho amplo – é improvável que um dia venha a ser algo tão grande quanto vampiros, por exemplo, mas também não acho que os zumbis corram o risco de ir para o ostracismo agora, mesmo quando Walking Dead acabar. Acho que a partir de agora, é um subgênero que veio para ficar e que sempre terá sua dose de apreciadores.

CDD: E diga-nos o que você acha das novas propostas de zumbis apresentadas em filmes como “Meu Namorado é Um Zumbi”, [REC] e na Série In The Flesh?

Callari: Uma besteira como Meu Namorado é um Zumbi é inevitável. A partir do momento em que o subgênero cresce, é natural que exista uma diversificação dentro dele, então, da mesma forma que já vimos comédias, aventuras e faroestes com o tema zumbi, uma hora ou outra ia aparecer algo assim. De qualquer modo, eu não acho de todo ruim, pois pode ser uma porta de entrada para outras pessoas conhecerem o tema. Por exemplo, uma pessoa pode conhecer o universo dos vampiros por meio do Crepúsculo, que é uma bosta incomensurável, mas talvez, se ela quiser ampliar sua experiência, isso a leve a conhecer os livros de Anne Rice, o Drácula original de Stoker, o trabalho de André Vianco, etc. E isso é positivo! Um filme como [REC] – que, tal qual meu livro, é uma releitura dos zumbis – pode desagradar os tradicionalistas que acham que zumbi só pode ser morto-vivo cambaleante, mas para mim, o que importa é o produto final. E o filme espanhol, apesar de ter duas continuações sofríveis, para mim é uma das coisas mais assustadoras que o cinema produziu nos últimos anos. Eu não poderia ser mais enfático em recomendá-lo! Infelizmente, não conheço a série ainda, então não saberia como opinar.

CDD: Em Seu livro, você apresenta pessoas parcialmente infectadas, e não totalmente convertidas, assim como no primeiro livro elas terão papel importante neste segundo?

Callari: Sim. Pelo menos em dois momentos em específico, mas ao mesmo tempo, elas começam a levantar dúvidas nas pessoas. Se há gente parcialmente infectada, quem são essas pessoas? Será que a epidemia está se revertendo? Será que elas têm algum tipo de imunidade? Quando pensei nesses meio contaminados, quis trazer minha contribuição ao gênero, algo que ainda não tivesse sido explorado – e tem sua lógica, afinal, se a contaminação for mesmo por algum tipo de vírus, nem todas as pessoas seriam afetadas da mesma maneira!

CDD: A Lista de livros do gênero zumbi adaptados ou em processo de adaptação aos cinemas é grande, “Guerra Mundial Z”, “Sangue Quente”, “Apocalipse Z – O Principio do Fim”, “Louras Zumbis”, “Celular” e vários outros estão sendo adaptados para o cinema, existiria uma remota possibilidade de uma adaptação de “Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos”?

Callari: Tenho trabalhado muito para isso. Já conversei com alguns diretores e produtores, mas o principal problema é que meu livro seria um filme caro. Claro, não um filme caro para os padrões norte-americanos, mas não é um filme que possa ser feito com quantias baixas – pelo menos não que possa ser feito da forma correta. Então, estou tendo bastante cuidado com isso. Mas, sim, espero que um dia aconteça.



CDD: Você acha que os zumbis futuramente serão substituídos por outras criaturas assim como aconteceu com Vampiros e Lobisomens?

Callari: Como disse mais acima, penso que zumbis conquistaram seu espaço. Veja, vampiros é algo que nunca sai de moda. Nós temos picos de tempos em tempos, mas eles nunca desaparecem, apenas “adormecem” um pouco, esperando pelo próximo boom. Acho que com zumbis, será o mesmo. Com lobisomens e múmias o buraco é mais embaixo. Acho que eles não gozam do mesmo apelo e também não tem produtos de ponta em vista que possam catapulta-los ao gosto popular. Contudo, fantasmas e demônios são subgêneros de bastante potencial para estourar.

CDD: Uma ultima pergunta, sobre filmes de terror nacionais incluindo os de zumbis, você acredita que o Brasil tem potencial de melhorar essas produções? Apesar de muito poucas elas existem, porem com uma qualidade bem inferior em relação aos internacionais.

Callari: Sim, temos enorme potencial. Mas a verdade é que o cinema no nosso país é controlado por uma pequena elite que fica fazendo os mesmos filmes de sempre, com os mesmos atores de sempre, sobre os mesmos temas. São 3 grandes produtoras nacionais que controlam o mercado – e nenhuma delas irá arriscar algo diferente, logo, o nascimento do gênero terror precisará vir de iniciativas privadas, igual o Zé do Caixão fez no início dos anos 1960. O problema, é que nossos cineastas independentes ainda estão tentando encontrar os caminhos do financiamento adequado – enquanto isso não ocorre, nós amargamos boas intenções, porém com resultados duvidáveis por causa das impossibilidades técnicas, que vão dos efeitos visuais às câmeras utilizadas. Mas acredito que tudo seja um processo e que, em longo prazo, conseguiremos fortalecer uma cena independente de terror de respeito, como a que ocorre hoje na França, Espanha, Alemanha e Japão.


CDD: Como já disse, sou super fã do universo Zumbi, e tenho várias ideias em minha mente, meu objetivo é juntar essas ideias e escrever meu primeiro livro, até iniciei mais parei na página 09 devido a falta de tempo e inexperiência, que dica você me dá para que eu consiga alcançar esse objetivo?

Callari: O principal problema não é escrever um livro, mas vende-lo. Você precisa se associar a pessoas adequadas, que tenham boa penetração nas livrarias e saibam divulgar seu produto. ´algo que leva tempo para se alcançar, e precisa ter paciência. Quanto ao texto em si, não existe mágica, a única forma de adquirir experiência é escrevendo. Eu devo ter produzido uns quatro livros que jamais verão a luz do dia, mas que foram importantes pra desenvolver e refinar meu texto. O ideal é que você escreva e submeta a pessoas de confiança que leiam e deem sua opinião, norteando à escrita. Outro caminho é montar um blog e publicar os capítulos, assim você pode contar com o imput do público. O Tiago Toy fez isso e no final conseguiu publicar seus textos na forma do livro “Terra Morta”
Um abraço e boa sorte.....

(Alexandre Callari)

Alexandre Callari lançou o primeiro livro da saga em 2011, intitulado “Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos”, a saga foi idealizada para compor uma trilogia, e agora em 2013 ele se prepara para lançar a segunda parte intitulada “Apocalipse Zumbi 2 – Inferno na Terra”, segundo o próprio autor o livro esta  entrando em gráfica e estará pronto ate o final de maio, ainda não temos uma data especifica de lançamento. Mais informações sobre o lançamento postarei aqui no blog!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Confira entrevista Exclusiva com Leonardo Coloral (Vocalista da Banda December).


Olá pessoal, olha eu aqui falando novamente sobre a banda "December", pra quem ainda não conhece a banda veja o nosso especial no "CONHEÇA" sobre a banda,  se já conhece tenho uma ótima noticia pra você,  recentemente entrei em contato com o vocalista da banda o Leonardo  popularmente conhecido como Coloral, e fiz um proposta de entrevista exclusiva aqui pro Club dos Desajsutados, ele gentil como sempre topou na hora, e aqui vai a entrevista na integra pra você que é fã e que saber mais um pouquinho sobre a banda!

CDB: Bom para iniciar conte-nos um pouco sobre como surgiu a banda?

Coloral: Fala cara, beleza? :) Bom, eu, o Coxa e o Flavio já tocávamos juntos desde 2004 e em meados de 2009 resolvemos levar a parada a sério, foi ai que chegou nosso amigo e produtor musical Augusto Guimarães e nos chamou pra trocar uma ideia. Ele nos fez uma proposta de parceria e abraçamos,o que resultou no projeto December, que é o conhecido pela galera hoje!

CDB: Como vocês definem o estilo musical da December?

Coloral: A gente toca Rock, mas temos muita influência de Post Hardcore americano, por isso se for pra definir uma vertente da banda, tocamos Post Hardcore :)

CDB: Atualmente quais são os projetos em andamento da banda?

Coloral: Estamos compondo as músicas novas com a (também) nova Formação, recentemente o Zin (guitarra) e o Mah (batera) entraram na banda. Já estamos com o show novo ensaiado e aos poucos vamos incluir as músicas novas. Estamos também verificando algumas parcerias pra fazermos novos produtos oficias da December, não posso adiantar muita coisa ainda, mas o trampo vai vir pesado :)

CDB: A banda é totalmente independente?

Coloral: Sim, não temos gravadora, nem selo, nem nada! Tudo o que conquistamos foi com nosso suor (banda, equipe, fãs) e com a ajuda de pessoas que somaram no projeto.

CDB: OCEANA II me interessou bastante gostei muito particularmente, na visão de vocês a musica alcançou as expectativas?

Coloral: Hoje em dia é a música mais pedida e animada dos shows, a galera pira e se entrega MUITO, principalmente na parte que fica só coral, no show a troca de energia é emocionante!

CDB: Sei que você Coloral, entende muito de moda masculina, e confesso sou um assíduo frequentador de seu blog, então nos conte, você dá uns toques no figurino dos outros integrantes da banda, no estilo?

Coloral: Pô, muito obrigado cara, acompanha sempre la o Macho Moda, pra quem não conhece, acessa aí meu Blog de Moda Masculina: http://www.machomoda.com.br . As vezes eu dou uns toques sim, mas geralmente cada um usa seu estilo próprio, nas últimas fotos, por exemplo, nos reunimos antes para decidir figurino e tudo mais, fizemos todos juntos!

CDB: Qual foi a maior conquista da banda?

Coloral: A mais recente conquista foi ter tocado na rádio 89fm, A Rádio Rock. Entramos na programação do "Temos Vagas", foi MUITO emocionante pra gente poder ouvir nosso som rolando em uma rádio do tamanho da 89, sem palavras pra descrever isso haha

CDB: Futuramente, vocês planejam lançar um álbum físico?

Coloral: Sim, estamos compondo as músicas novas para esse objetivo, queremos gravar o CD o quanto antes, ter mais material pra msotrar pra galera e tudo mais! É um sonho de todos e vamos tornar realidade!

CDB: E sobre as novidades, a banda tem alguma surpresa para os fãs?

Coloral: Como te falei, tem muita coisa rolando nos bastidores que ainda não podemos comentar, mas já adiantamos que são coisas bem legais, músicas novas, clipes novos, produtos novos e muitos shows! Queremos ir pra todas as cidades que ainda não fomos tocar e tocar mais vezes nas que já tocamos, receber o carinho da galera de perto é a melhor sensação!

Curta a pagina Oficial da banda "December" no Facebook!






 
Copyright © 2014 Club dos Desajustados • All Rights Reserved.
Template Design by BTDesigner • Powered by Blogger