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quinta-feira, 26 de abril de 2018

RESENHA: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens – Becky Albertalli


Simon é um adolescente americano normal de dezesseis anos, junto com seus melhores amigos de infância Leah e Nick, e a recém chegada Abby,  ele vive uma adolescência padrão para um garoto de sua idade, estudando na Creek-Wood High School ele passa seus dias se divertindo com seus amigos, quando não esta na escola está nos ensaios do grupo de teatro, ou no porão da casa de Nick, conversando sobre tudo, mas Simon tem um segredo que nunca entra nos assuntos das conversas, ele é gay, e não tem coragem de sair do armário para seus amigos, além do mais, o garoto mantém contato com um cara desconhecido, uma espécie de romance online, mas acaba sendo descoberto por um de seus colegas da escola, é ai que sua vida se enrola.

Descobri o livro após ler sobre sua adaptação para o cinema (sim já virou filme) na internet, o filme está atualmente em cartaz e tem “Com Amor, Simon” (Referencia a os e-mails de Simon) como título, vi o trailer e me interessei, eu sempre tento ler os livros antes de ver os filmes, afinal todos sabem que os livros são sempre melhores.

Mas voltando ao que interessa, o livro possui exatos 35 capítulos, e acompanhamos o ponto de vista de Simon o protagonista da historia, descobrimos já no inicio da historia, que ele mantem um relacionamento secreto pela internet, mas tem sua intimidade violada e acaba sendo chantageado por um colega de classe, durante os capítulos iniciais vemos um Simon que não chega a ser um pessoa ruim ou chata, alias ele passa longe disso, é até simpático, mas confesso que não simpatizei com o personagem logo de primeira, alias confesso que achei a historia inicialmente entediante, mas nem tudo é o que parece.

Com o decorrer da leitura descobri que “Simon vs. A Agenda Homo Sapiens” é um historia deliciosa, linda e aconchegante, me apaixonei por quase cem por cento dos personagens, apesar dos episódios de bullyng, dramas adolescentes, brigas desnecessárias e é claro a maldade cometia por um deles, os personagens principais são adoráveis e apaixonantes.

Durante sua busca em descobrir quem é o garoto misterioso, Simon desconfia e tem varias suspeitas sobre alguns colegas da escola, e pasmem, a cada novo suspeito acabamos torcendo para que cada um seja o verdadeiro Blue, ate mesmo pelo menos provável, todos são tão “fofos” como ele adora dizer.

O que eu mais amei no livro foi o fato de ele me transportar para o tempo que eu tinha a idade dos personagens, me identifiquei com vários acontecimentos na vida de Simon e de Blue, para um livro que achei “chato” inicialmente, terminei de lê-lo surpreendentemente sentindo meu coração aconchegado e acariciado, o livro realmente mostra a fervor do primeiro amor, das descobertas, da sexualidade e das dificuldades de um jovem gay se assumir e se aceitar perante a sociedade, amigos e família.

Um ponto fraco que identifiquei, foi a personagem Leah não ter tido mais destaque na historia, sendo ignorada em alguns momentos, ela foi um dos personagens que mais gostei na trama, e apesar de ser um pouco chata e estranha ela merecia mais destaque na historia.

O livro tem um final tão “amorzinho”, acho que todos vão gostar quando lerem, mas pra   min faltou uma reconciliação ali, que eu estava torcendo muito, mas infelizmente não rolou, tirando esses pequenos acontecimentos e o inicio um pouto entediante, o livro é uma ótima dica para abrir a mente de pessoas que não sabem lidar com a sexualidade alheia, ou para jovens que estão passando por esse momento tão importante na vida de um “sdolescente gay”, é uma leitura obrigatória para jovens LGBTT e para adultos principalmente pais destes jovens.
“Simon vs. A Agenda Homo Sapiens” é o primeiro livro escrito pela escritora americana Becky Albertalli, e publicado pela editora Intrínseca no Brasil.

Autor: Becky Albertalli
ISBN: 978-85-8057-892-8
Ano: 2016
Páginas: 272
Editora:
Intrínseca
Pontuação: 
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (nota 10)




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

RESENHA: A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard.




Sinopse: O MUNDO DE MARE BARROW É DIVIDIDO PELO SANGUE: VERMELHO OU PRATEADO.
Mare e sua família são vermelhas: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso... Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio a intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

Após se descobrir e ser descoberta sobre seus poderes, Mare inicia uma saga cheia de tramas surpreendentes, ao invés de ser morta ou presa como normalmente um vermelho terminaria, ela acaba subindo drasticamente dentro da sociedade e alcança um dos mais altos postos da nobreza, o de futura princesa. Não que Mare almejasse esse status, alias, isso sempre foi tudo que ela mais repudiou, mas para sua sobrevivência e o principal, a segurança de sua família, ela esta disposta a seguir todos os mandados do rei e da rainha, uma mulher traiçoeira e extremamente perigosa.
Ganhei este livro de uma amiga do trabalho, e no primeiro momento ao ler sinopse achei que não iria gostar da história, minha amiga disse que escolheu o livro por que tinha sangue na capa e era minha cara (risos), as pessoas já sabem que eu adoro histórias de terror, bom, mas essa é tudo menos terror, na verdade posso classifica-lo como aventura e romance com pitadas de suspense recheada de tramas envolvendo poder e traição.
O livro tem 419 páginas, dividido em vinte e oito capítulos, sua capa é linda, prateada e com uma fina película plástica que a faz brilhar, com efeito, prata, possui grandes orelhas com uma breve introdução historia e informações sobre a autora, o formato escolhido para escrevê-lo foi o que eu mais gosto, em primeira pessoa, acompanhamos a historia narrada pela própria Mare, que nos mergulha em um mundo monárquico, onde seres humanos são menosprezados por seu tipo de sangue.
Além de todas essas questões “raciais” e “sociais” também temos nossa protagonista dividida entre os dois príncipes, Cal que provou ser diferente ao salva-la pelo menos duas vezes, mas está cada vez mais parecido com seu pai, e Maven de quem esta noiva, que e filho da rainha malvada, mas se mostra muito diferente da mãe e muito parecido com Mare, além de tudo a garota ainda tem que enfrentar a megera Evangeline, futura esposa de Cal.
O livro me surpreendeu bastante, foi um daqueles livros que não conseguia largar, cada capitulo era mais surpreendente que o outro, com acontecimentos de tirar o folego, esse foi seu principal ponto forte, a historia não caia na mesmice, nem na monotonia, a cada capitulo somos surpreendidos por reviravoltas que mudando tudo o que estávamos esperando, alias o final foi tão intenso que fiquei completamente chocado, me sentindo enganado e até mesmo traindo, pra vocês verem a força que a historia tem, ou intensidade em que mergulhei nela, quando tudo foi revelado eu simplesmente fiquei petrificado “olhava para o livro, e não sabia o que pensar só sentir”.
Já, pontos negativos, só consegui identificar um, alais tem mais haver comigo do que com o próprio livro em si, pelo fato de ser uma historia que envolve reinos e monarquias, eu não conseguia imagina-la em um mundo atual, apesar de ainda existirem reis na atualidade, minha imaginação só conseguia criar a historia e uma época medieval, e isso complicava tudo já que não existe nada de tecnologia nessa época, mas com decorrer da leitura fui conseguindo superar isso.
Do mais, o livro e sem duvidas o melhor que li esse ano, até agora, e merece nota 10, super recomendo pra você que está procurando uma saga nova para ler, a historia já possui mais duas continuações lançadas no Brasil, e um prelúdio (que se passa antes do primeiro livro), então aproveite.
Escrito por Victoria Aveyard, foi publicado pela editora Seguinte no Brasil, indico para pessoas de qualquer idade, e principalmente para o publico juvenil e para os fãs de sagas. Lembrando que o filme do livro foi anunciado há anos, então leia logo antes que o filme seja lançado.

Autor: Victoria Aveyard
ISBN: 978-85-65765-69-5
Ano: 2015
Páginas: 419
Editora: Seguinte
Pontuação: 
♥ ♥ ♥ ♥ ♥  (nota 10)

sábado, 15 de abril de 2017

RESENHA: Allison Contra os Zumbis – Madeleine Roux.


Sinopse: Quando estoura a epidemia, Alisson e seus colegas ficam presos na livraria onde trabalham. A sala do cofre oferece uma boa proteção, e os monitores das câmeras de segurança permitem que eles observem a multidão de zumbis perambulando pela loja. Mas uma hora a comida vai acabar e eles terão de sair para enfrentá-los. Sem ter ideia do apocalipse e do completo caos que se instalou lá fora.

Durante um dia normal de trabalho em uma livraria, Alisson Hewitt se vê presa em meio ao caos, do nada uma horda de zumbis ataca seu local de trabalho e sua única alternativa de , é se tancar e uma das salas do prédio com um grupo de sobrevivente formado por clientes e colegas de trabalho.

Descobri esse livro há alguns meses graças aos comentários de uma leitora aqui no blog, alias muito obrigado, demorou mais consegui comprar o livro, e não me arrependo, já está na minha lista dos melhores que li esse ano, classificado como ficção infanto-juvenil a historia é cheia de ação, personagens malucos e um pouquinho de “romance”.

Escrito em formato epistolar, como um diário, mas especificamente um blog, nossa protagonista nos descreve sua saga durante dois meses através de sua pagina, usando a SNet uma rede emergencial de wifi do exercito americano,  o livro se passa num período de dois meses após o inicio da infecção,  inicialmente conhecemos 4 personagens além de Alisson, mas nem todos chegam até o fim.

O livro tem 344 paginas, divididas em diversos capítulos, cada postagem que Alisson upa no blog serve como um capítulos do livro, algumas postagens são grandes outros apenas de uma página, varia de acordo com o dia da personagem, o mesmo tem uma capa bastante atraente para jovens e adolescentes, com línguas contendo sinopse e uma apresentação da autora.

Pontos positivos do livro foram basicamente sua leitura fácil e suas guinadas surpreendentes, a historia não fica monótona ou chata, quando achamos que vai esfriar acontece algo surpreendente, além disso, em cada post do blog temos comentários dos leitores, e assim conhecemos outros personagens e podemos ter uma ideia de como está sendo a infestação em outras partes do  mundo, e ainda tem relacionamentos problemáticos coisa que adoro rs.

Pontos negativos, não consigo me lembrar de algum, talvez a morte de uns personagens que acho que poderiam ter sido mais bem explorados na historia, e o fim misteriosos de outros que não foi explicado infelizmente.

Resumindo, eu gostei muito do livro, foi um daqueles que eu não conseguia parar de ler, ficava curiosos a cada capitulo, juro que queria uma série ou filme baseado nesse livro,  primeiro livro que darei nota dez desde que comecei a resenhar aqui.

Escrito por Madeleine Rox, foi publicado pela Vergara & Riba Editoras no Brasil, apesar de ser infanto-juvenil é indicado para pessoas de qualquer idade que seja fã de um bom apocalipse zumbi, o mesmo já ganhou uma continuação, mas não tenho certeza se acompanharemos Alisson nessa novo volume, já que o mesmo é intitulado “Sadie Contra os Zumbis”, mas já esta na minha lista, me breve resenha da sequencia aqui também.

Autor: Madeleine Roux
ISBN: 978-85-7683-892-0
Ano: 2015
Páginas: 344
Editora: Vergara & Riba Editoras
Pontuação: 
♥ ♥ ♥ ♥ ♥  (nota 10)


sábado, 18 de fevereiro de 2017

RESENHA: Febre Vermelha – Francis Gracioto.



Finalmente consegui ler este livro, o primeiro deste ano por sinal, para quem não sabe o livro foi lançado ano passado, e teve até campanha de financiamento coletivo para a sua realização, e para nossa alegria o livro está ai para nos aterrorizar.

Comprei meu exemplar através do financiamento coletivo meses antes de seu lançamento, na verdadenão estava no topo da minha lista de compras mais urgentes, mas o próprio autor, que é muito gentil por sinal, me fez mudar de ideia, e não me arrependi, o livro possui 286 páginas divididas em doze capítulos e prólogo, com uma capa bem atraente já nos apresenta a proposta do mesmo, terror e sangue é claro tratando-se de temática zumbi, o livro é em formato normal, com orelhas contendo informações sobre o autor e um pequeno trecho do livro.

Sinopse: Um navio desgovernado encalha nas pedras de Praia Grande, com sua tripulação brutalmente assassinadas em alto mar. Em pleno verão na Baixada Santista, a manchete nos jornais é vista com indiferença pela população, que está mais preocupada em curtir o feriado de ano novo. Em poucos dias uma epidemia misteriosa se espalha pelo litoral, deixando seus infectados com uma febre ensandecedora, olhos vermelhos e fome insaciável. Ocorrências de estrema violência e canibalismo tornam-se cada vez mais comuns, e as autoridades não são capazes de lidarcom o caos que domina as ruas e ameaça contagiar todo o país.

Com cenários reais em Santos, São Paulo e região, acompanhe a perigosa jornada de um grupo de sobreviventes, cada um com motivações e problemas pessoais, dispostos a fazer o que for preciso para sobreviver a Febre Vermelha.

Livro apresentado em terceira pessoa, ou seja, a historia e contada através do autor, acompanhamos um grupo de sobreviventes tentando continuar vivos em meio a um surto de uma doença misteriosa que pareceter desencadeado o inicio do apocalipse zumbi na região do Estados de São Paulo.

Não me lembro de ter lido ou visto zumbis vivos, vivíssimos, afinal ao contrario do que estamos acostumados, neste caso o autor nos propõe a ler uma historia sobre uma sociedade sendo destruída por pessoas doentes, e não corpos reanimados e apodrecidos, de acordo com minha percepção os infectados pelo vírus estão vivos sob o efeito do vírus que os transforma em monstros canibais de olhos vermelhos, o principal sintoma da doença, sangramento ocular. Alias, lembrei agora, são parecidos com os infectados do filme “Extinção”, acho até que o autor se inspirou um pouco nesse filme.

A historia tem como foco principal a família de Gilberto, um professor universitário que acaba se separando de sua família, formada por Monique sua esposa e Maria Rita sua filha, logo nos primeiros capítulos, mais somos apresentados inicialmente ao personagem Gustavo, estudante e coincidentemente aluno de Gilberto, e seu grupo de amigos que acabam tendo um final bem trágico nos dando uma avalanche de adrenalina, terror e ação logo no inicio, o primeiro impacto dos primeiros infectados a aparecerem na historia.

O livro tem várias passagens por vários personagens diferentes, mostrando seus primeiros contatos com os infectados, seus embates com essas criaturas canibais e sua luta para sobreviver aos primeiros dias da infecção, a cada capítulo conhecemos um pouco da historia de alguns personagens, até que os mesmos se encontrem e formem o grupo de sobreviventes a qual a sinopse se refere.

Também somos transportados a uma grande São Paulo em meio ao caos, as comunidades são tomadas por anarquia, os bandidos agem livremente já que a policia está bem ocupada, ou seja, os infectados não são único perigonesta nova realidade percebemos que as pessoas podem ser muito piores, isso da bastante munição para uma possível continuação não é?

Os pontos positivos são que o livro é de leitura fácil, tem várias cenas de embate com infectados recheadas de ação e isso é fundamental em um livro com esse tema, e graças a Deus o autor não matou o único personagem que me apeguei, eu tenho essa sorte basta gostar e os personagens morrem, confesso que esperava uma historia mediana, mais superou minhas expectativas.

Os pontos negativos foram alguns trechos que eu me enroleinão consegui entender de primeira os fatos apresentados, e tive que reler, um exemplo é a sequência final da ambulância e da escada, leiam o livro e talvez vocês concordem ou discordem, também notei alguns errinhos de edição mais nada que prejudique a leitura, e também nas partes em que passamos de uma cena para outra diferente com outros personagens, não se teve a preocupação de separar usando um asterisco ou um símbolo qualquer como estou habituado, e isso prejudicou um pouco a fluência de minha leitura.

Escrito pelo brasileiro Francis Gracioto, o livro foi um projeto pessoal para o autor, publicado ano passado (2016) pela editora Máquina de Escrever, o livro é uma mistura de suspense e terror, com muita ação, com certeza você não vai ficar entediado ao lê-lo, direcionado ao publico adulto que curte o gênero zumbi a obra com certeza já está na no top 10 dos livros do gênero que se passam no Brasil.

Nota 9/10.




domingo, 9 de outubro de 2016

RESENHA: Areia nos Dentes - Antônio Xerxenesky.





Capa Alternativa

Sinopse: Areia nos Dentes começa deixando claro tratar-se de um faroeste. Exótico, sim, mas sem duvida um faroeste. Em poucas páginas Antônio Xerxenesky desenha o escaldante vilarejo de Mavrak e uma galeria de personagens que brotam de um filme perdido de Sergio Leone. No centro do palco, duas famílias rivais, os Ramires e os Marlowe, às voltas com um assassinato, desejos de vingança e um segredo guardado no porão. Mas há sinais de que há muito mais por vir do que os elementos clássicos do bangue-bangue. Um deles é a frase que abre o livro: “E os Mortos voltarão a vida!”. Os crebros ressecados dos habitantes de Mavrak que se cuidem.

Juan acaba de retornar para sua pequena cidade natal, Mavrak, um vilarejo situado no coração do deserto cenário perfeito para um faroeste clássico, depois de passar anos estudando fora, justamente quando seu irmão, Martin, acaba de ser assassinado, Miguel seu pai suspeita que a família dos Marlowe foram responsáveis pela morte de seu filho, e as duas famílias que nunca se deram bem, podem iniciar uma guerra que ultrapassará a linha entre o real e o sobrenatural.

Descobri o livro á alguns anos durantes minhas buscas por historias com temática zumbi, sim leitores, estamos diante de um faroeste com pitadas zumbilescas (acho que inventei essa palavra), comprei o livro, tentei lê-lo de cara mas o primeiro capítulo não me atraiu e desisti, agora meses depois retomei a leitura e constatei que estava enganado, a historia sim começa de forma lenta, chegando a beirar o tédio mas, a partir de um certo ponto fica muito interessante, principalmente quando o sobrenatural toma conta.

O livro é meio confuso, é escrito tanto em formato de primeira pessoa, como o de terceira pessoa, são duas historias, paralelas, e há o uso de metalinguagem, acompanhamos tanto as aventuras de Juan do faroeste, quanto à de Juan dos dias atuais, sendo que este Juan atual curiosamente é o autor da historia do Juan “Cowboy” do faroeste, sim em certos momentos esse fato te deixa muito confuso durante a leitura, mas nada que prejudique o entendimento da história.

O livro não tem capítulos, mas é dividido em duas partes, partes estas subdivididas entre as duas histórias, a do Juan do passado e a do Juan da atualidade, possui 136 páginas, também temos trechos escrito em formato epistolar (diário), e em formato de roteiro, o que me surpreendeu bastante.

O ponto fraco do livro é o seu ritmo inicial, lento e desinteressante, principalmente para pessoas como eu que não simpatizam muito com historias de faroeste, mas seus pontos forte anulam essa característica, é um livro muito bem escrito, a linguagem usada é clássica, pra quem não está acostumado acaba tornando a leitura meio que difícil e entediante, e sua segunda parte foi extremamente deliciosa pra min, com direito a muitas criaturas apodrecidas e cambaleantes, os zumbis clássicos.

No final o livro acaba nãos sendo focado em uma guerra entre famílias, ou em um apocalipse zumbi, no decorrer da leitura você perceberá que o livro trata-se nada mais na menos, que a relação entre pai e filho, nas relação entre os dois Juans e seu respectivo pai e filho.

O livro foi escrito pelo escritor brasileiro Antônio Xerxenesky, e publicado pela editora Rocco o livro é uma ótima opção não só para os fãs de zumbis, mas também para os apreciadores de uma boa historia de faroeste.

Autor: Antônio Xerxenesky
ISBN: 978-85-325-2592-5
Ano: 2010
Páginas: 136
Editora: Rocco
Pontuação: 
8/10



sábado, 20 de agosto de 2016

RESENHA: Contos da Febre Vermelha – Francis Graciotto.


“Contos da Febre Vermelha” é um conjunto de cinco contos curtos spin offs do livro “Febre Vermelha” do autor brasileiro Francis Graciotto, a obra ainda vai ser lançada em outubro, mas o autor já disponibilizou esses contos em sua conta no Wattpad, para ler clique Aqui, nos contos conhecemos personagens que não aparecem no livro ou tem participações mínimas no mesmo, conhecemos seus destinos no Apocalipse Zumbi Brasileiro, as histórias se passam em cidades como Maragogi, São Paulo,  e Osasco.

Primeiramente esclareço que não costumo resenhar contos, mas como essa historia tem zumbis decide apoiar o projeto, e por serem cinco contos vou deixar minhas impressões sobre eles, um de cada vez.

Casulo;

Em “Casulo” acompanhamos Julia, em mais um dia normal de sua vida, quer dizer quase normal, se não estivesse acontecendo o apocalipse zumbi, Julia sai de casa jurando que chegara atrasada para seu estágio, mais pode nunca conseguir chegar lá.

O conto é escrito em primeira pessoa e o que tenho a dizer inicialmente é que me causou uma confusão mental, ao que me parece a proposta do autor é nos inserir em um loop de repetição que Julia está presa, talvez um tipo de purgatório ou sei lá, em que a personagem está, tendo o mesmo fim a cada nova repetição. Até descobrir isso eu fiquei muito confuso, não sabia se era outra historia dentro da mesma história, foi bem confuso, tirando essa confusão, eu gostei, principalmente do trecho que se passa no ônibus, um pouco de claustrofobia é sempre bom.

Dia do Touro;

Em “Dia do Touro” acompanhamos a versão do apocalipse de dois estudantes universitários de Maringa – PR, ao contrario de seus companheiros de república, eles decidem permanecer em casa e esperar pra ver o que acontece, mas talvez essa não tenha sido a melhor das escolhas, logo eles percebem o quão difícil será se manter nesse novo mundo.

Gostei deste conto, talvez por que ele tenha o final mais asqueroso dos cinco, com um inicio fraco que não me chamou atenção, o conto cresce à medida que degustamos seu enredo, assim como o conto anterior este também tem sua escrita em primeira pessoa.

Assassinato em Maragogi;

Em “Assassinato em Maragogi” conhecemos o destino do Cabo Silveira, um personagem importante no processo de alastramento da doença em “Febre Vermelha”, sendo citado no livro, a personagem ganha no conto um desfecho concreto, e nos ajuda ter uma ideia de como a doença foi chegando a outras partes do país.

Um dos meus contos preferido entre os cinco, este já vem diferente dos anteriores com escrita em terceira pessoa, já serve como uma pequena explicação de como funciona a doença a ser trabalhada no livro, já percebemos que ela não se desenvolve imediatamente.
Era uma vez em Osasco;

Em “Era uma vez em Osasco” acompanhamos um homem vingativo, em busca de fazer justiça com as próprias mãos, após seu irmão ser morto por um grande traficante de Osasco-SP, além de enfrentar Zumbis ele também enfrenta traficantes armados até com AK-47, não sei o que é pior.

Também escrito em terceira pessoa, esse foi o conto que menos gostei, é claro que não poderiam faltar traficantes em um apocalipse zumbi brasileiro, mas achei a historia cansativa, sinceramente não me interessou, a historia de vingança e tal, não me despertou tesão, muito menos os personagens, meu desinteresse foi tanto que me peguei torcendo pra que o protagonista morresse logo e finalizasse a historia.
O Último Andar;

Em “O Último Andar” acompanhamos mais um dia de trabalho de Tássia em uma multinacional na grande São Paulo, enquanto se prepara para mais uma reunião importante vê o apocalipse acontecer diante de seus olhos, a tal doença misteriosa esta mais perto do que ela imagina, presa em seu escritório ela descobrira que os doentes ou zumbis podem não ser seu único problemas.

Também escrita em terceira pessoa, essa história foi uma das melhores dos cinco contos, apesar de lembrar “Elevdor 16” spin off do livro “Vale dos Mortos” do Rodrigo de Oliveira, a historia é diferente e tem um final que talvez não agrade muitos leitores, bem que o autor podia continuar esse conto, com uma revanche da personagem principal, põe ela no livro Francis rs!

Apesar de alguns erros como a falta de algumas palavras, isso acontece até nos melhores livros e nas melhores edições, eu super recomendo os contos, e recomendo também o livro propriamente dito, já tive a oportunidade de ler o prologo do mesmo, e já deu pra ter uma boa previa do que vem por ai.

Quem quiser apoiar o projeto é só dar uma curtida na página oficial do livro no Facebook, ou comprar o seu através da pré-venda no BemFeitoria e já dar sua contribuição para o lançamento.

Para finalizar gostaria de agradecer ao autor, que confiou a min a missão de resenhar seus contos, e de participar e apoiar mais essa produção do gênero que eu adoro, feito no Brasil.

Autor: Francis Graciotto
ISBN: Online (No momento)
Ano: 2016
Páginas: Online (No momento)
Editora: Online (No momento)

Pontuação: ♥ ♥ ♥ ♥  (nota 8)
 
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